
Ah, o beija-flor. Vive trocando de flor, dispõe de uma infinidade delas para escolher, tantos aromas, tantas cores, tantos amores. Quando é nublado prefere a amarela que lhe lembra os raios de sol. Quando é quente, a suavidade e o frescor da azul o encantam. Nos dias tristes, as doces capturam o amargo da vida e lhe restituem a felicidade. Ele nutre um amor por essa, uma preferência por aquela e uma admiração por outra, entretanto cativa a todas e lhes direciona uma atenção única que as iludem como se fossem exclusivas no universo. Ah, o beija-flor, tão belo de se admirar. Mas quando deixa a ingenuidade de um simples pássaro para habitar uma mente e um coração que fazem sofrer, ele tanto machuca que se esquece a beleza que é ver flores, asas e cores em um ritmo belo de acordes dissonantes e melodia envolvente.